A Tela e o homem
"a migração do Olho rumo a outros objetos (e, por conseguinte, rumo a outros usos que não o de 'ver')" Roland Barthes em ensaio sobre Bataille.
“Assim como eu, não tinha esgotado a tempestade evocada por sua nudez.”Geroges Bataille, História do Olho
É a imagem-tempo que pede um regime original das imagens e dos signos, antes que de a tecnologia estragá-la ou, ao contrário, incitá-lo(Gilles Deleuze em A imagem-tempo-Cinema 2).

"Mas o fato, o fato pictural vindo da mão, e a constituição do terceiro olho, um olho háptico, uma visão háptica do olho, a nova claridade. É como se a dualidade do táctil e do ótico fosse ultrapassada visualmente, rumo à função háptica surgida do diagrama."

“A escultura negra era aos cubos, a escultura russa era redonda. Há ainda uma outra diferença muito importante: a escultura das pessoas, as suas feições, na escultura negra, têm uma dimensão normal; na escultura russa, a dimensão é anormal. Uma é pura, enquanto a outra é fantástica. Picasso, o espanhol é fantástico, A arte da Rússia é fantástica e pornográfica”.Para depois ouvir Gal Costa cantando O Amor de Maiakóvski na música de Caetano
“Talvez, quem sabe, um dia
Por uma alameda do zoológico
Ela também chegará
Ela que também amava os animais
Entrará sorridente assim como está
Na foto sobre a mesa
Ela é tão bonita
Ela é tão bonita que na certa
eles a ressuscitarão
O século 30 vencerá
O coração destroçado já
Pelas mesquinharias...”

“Todo livro é uma imagem da solidão. É um objeto tangível, que se pode levantar, baixar, abrir e fechar, e suas palavras representam muitos meses, quando não muitos anos, da solidão de um homem, de tal modo que, para cada palavra que lemos em um livro, podemos dizer a nós mesmos que estamos diante de uma partícula, daquela solidão. Um homem senta-se sozinho em quarto e escreve. Quer fale o livro de solidão, quer fale de companheirismo, é forçosamente um produto da solidão.” Paul Auster em Invenção da Solidão
