domingo, 20 de julho de 2008

A imagem-tempo


David Bowie em O Homem que Caiu na Terra


Artaud dentro do cinema


“Assim como eu, não tinha esgotado a tempestade evocada por sua nudez.”
Geroges Bataille, História do Olho

Uma questão a ser perguntada, pelo menos cada vez que o filme entra mente adentro, olhos, bocas, é possível sua linguagem ir além das imagens?
Deleuze via o espaço confundindo as direções, eu vejo o corte da palavra em imagens e o despertar do objeto, sugerido e por que não com Barthes quando escreve sobre a História do Olho — “Como um objeto pode ter uma história?”
Passo de imagem à imagem aos livros e atravesso noites aos teus pés.

É a imagem-tempo que pede um regime original das imagens e dos signos, antes que de a tecnologia estragá-la ou, ao contrário, incitá-lo
(Gilles Deleuze em A imagem-tempo-Cinema 2).

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