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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Visível




“...aqui onde se eleva e se arranca uma fala musical,
ali onde o visível se cobre ou se afunda.”
Gilles Deleuze

Mais uma noite, início de setembro, o céu escuro, alto e bom som,
Fogo, os tiros, os cantos, os gritos,
O inimigo a olho nu.
A ordem das coisas é a representação da democracia,
A repressão, virtude dos descontentes.
O jogo é real, o sonho é vital, a ordem é matar o contêiner,
Os dados lançados, o crime é punido.
O tecido social é o burquini de nossa democracia,
Entre as vestes e a ordem, a nudez é a pele da vida.
O poder condena a forma de vestir, esquece do mal que faz,
Toda ordem tem um nome, o povo come cinzas, cores espelham,
O fogo é o fim que some na escuridão.
Em nome da Democracia a constituição é rasgada,
Morte e Vida.


Ranhuras da vida

“... acordou no cume de um sonho que se eleva no céu, como no cume de uma onda. E, subitamente, não se recordou de mais nada.” Ricardo Guilh...