Mostrando postagens com marcador Deleuze. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Deleuze. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de março de 2008

O nomadismo contra o pensamento da catalogação acadêmica


Águas Turvas de Andresa Thomazoni



"Nosso viver é uma série de adaptações, vale dizer, uma educação do esquecimento." Jorge Luis Borges em A Postulução da Realidade.


O processo de refletir sobre os acontecimentos leva o Homem Nômade a pensar exatamente sobre temas, os quais podem se tornar dignos de reflexão. Acontece que ele sempre viu, através dos muros da academia, mais uma exposição dos fenômenos e nenhuma nota de reflexão sobre os fenômenos existentes nas coisas, na realidade. Nomear tornou mais apto o pensar. A reflexão tornou coisa da literatura. A única conclusão do Homem Nômade foi a de que o excesso de informação fez do pensar seres quantitativos. Muita informação, pouco tempo para se resolver os problemas e muito tempo para persuadir com teorias - fortes no sentido de convencimento e fracas no sentido de serem solucionadas com argumentos. Mais uma vez, o idiota acadêmico sempre diz: “ah, isso é bom como literatura”... Tudo porque ele não consegue escrever? Não, porque ele se transformou em mais um catálogo de notas e rodapés que já vem de seus mestres e de outras épocas, nas quais se decretou o fim da reflexão pelo exagero das analíticas da linguagem em fazer tábula rasa do pensamento e dos acontecimentos. Sim, a linguagem é o apogeu do pensamento. Com isso ele se abriu para as imagens e para o silêncio de se pensar com todos os possíveis signos do real esfacelado.

Ranhuras da vida

“... acordou no cume de um sonho que se eleva no céu, como no cume de uma onda. E, subitamente, não se recordou de mais nada.” Ricardo Guilh...