terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O Mundo e as cabeças

    Pierre Klossowiski



“A ilusão das ilusões é acreditar, nesse momento, que em verdade nunca estivemos certos a não ser de nossos atos...”
Merleau-Ponty

Existem cabeças no mundo, cabeças moduladas,
Anatômicas, tipo cabeça monoteísta, uma espécie grandiosa, nela tudo cabe. Nele tudo é compartilhado.
Primeiro vem o que está sedimentado, entre o bem e o mal, a cabeça se torna viva se não fugir da lógica do compartilhamento.
Deus olha o invisível, as cabeças existem através do guia, ele é legitimado. Condena e absolve. Vai gozar como coração de outro.
A cabeça do Mal é aceita neste mundo, porque o Bem lhe imporá a pena capital: Viver se torna penoso ao ateu.
Deus monoteísta se alegra dessa lógica de existir. Viver às custas da Unidade faz dos compartilhamentos a salvação cartesiana dos espíritos.
O mundo não é perfeito, o Ocidente, as religiões monoteístas são da mesma cepa: Porra, vai medir a religião em outro lugar.
O mundo fica imperfeito porque o homem pensa mais do que deveria, então, em fragmento ele religa os sentimentos. Porra, ovelhinhas, vão pastar longe daqui.
Isso vale para a extensão da vida, o tecido da socialidade é perfeito se for visto da estrada que leva para o lado da salvação, tanto faz ser pecador, ou alma é livre de pecados, ou o fim é a redenção dos guiados por um ser superior: Porra, vai rezar longe do meu carnaval.

O guia se adianta, diz: os pecadores que se cuidem, não compartilham o demônio!
Postar um comentário