sábado, 6 de dezembro de 2014

O voo do pensamento



“Estimam que se tudo passa, nada existe; e que se a realidade é mobilidade, ela já não é o momento em que a pensamos, ela escapa ao pensamento.”
Henri Bergson


A distância entre o pensar e o refletir sobre um objeto é absolutamente necessária para se saber a medida que existe entre o que se pensa e o que se vê. Então, ver e pensar estariam juntos na mesma caminhada desse ato de imaginação? A reflexão que move essa proposta de pensar move as ideias, digo o que se pode olhar e pensar sobre o real, falo, sobre a teoria do que se nomeia como real, o que está no objeto, mas o que penso nem sempre é o que está lá fixo no objeto, mas nem por isso, ver e pensar é a garantia de que algo real existe neste ato de pensar. A imaginação é o momento em que o fenômeno sobre o estado das coisas se torna um pouco mais palpável: o que se imagina é o que está por trás do pensar, a ideia é ir além dos conceitos. Ainda ontem embaralhei as cartas do pensar, o dilema entre ir à fenomenologia para descobrir o que me faz escolher o que pensar no momento ou ficar no plano de tentar desconstruir as imagens do pensamento. Como sou um homem na escuridão deste século, preferi abrir alguns livros, depois me contentei com as imagens de um documentário do cineasta Godard. Fechei as janelas e fui ouvir Gabriel Fauré. 

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