quarta-feira, 10 de abril de 2013

O movimento do Caos




“O caos da região corporal é apenas um recorte do grande caos que é o próprio ‘mundo’.”
Heidegger


Em meus estudos filosóficos tardios estou a viajar sobre o conceito “caos” mais precisamente a partir de Heidegger, meu filósofo de referência em muitos momentos e, que me leva pensar sobre todas as coisas, próprio do homem do século XXI, o pensar sobre as coisas que vão do mínimo observar ao máximo de se perder no tempo histórico das ideias...algo mais ou menos idealizado mas totalmente absorvido no caos, esse que Heidegger traz de Nietzsche e analisa em seu livro “Nietzsche”.
Nietzsche, o filósofo que por anos, no meu tempo de aluno de filosofia, em que ouvi de um professor de lógica enamorado e encantado pela luz analítica disse num só som tonitruante “Nietzsche não é filosofia, se querem Nietzsche, mudem de curso, vão para letras, para história, aqui é filosofia”. Nunca mais esqueci essa máxima. Quase desisti do curso, em partes abandonei, larguei esse professor e suas ideais, exatamente, levantei-me e fui ao bar do prédio em que ficava o curso de filosofia e caminho tinha uma livraria, de quebra, parei, me encantei, adquiri o livro de Pierre Klossowski, “Sade, meu próximo” uma edição em português da editora Brasiliense.




“O caótico designa, para nós, o emaranhado, o confuso, todas as coisas se precipitando uma sobre as outras em todo sem pé nem cabeça. Caos não significa apenas o não ordenado, mas ao mesmo tempo o sem pé nem cabeça na confusão, o emaranhado na precipitação. Caos em significação tardia sempre tem em vista concomitantemente uma espécie de movimento.” Heidegger no livro Nietzsche, Vol. 1, p. 440, Forense Universitária, 2007.

Postar um comentário