segunda-feira, 25 de março de 2013

Londrinenses




“Quando acordou de um sono breve no meio da manhã, sabia que o arroubo, a onda criativa terminara. Não era simplesmente que ele estivesse cansado e de ressaca.”
Ian McEwan

A Portobello Road e sua feira no bairro mais romântico que pisei de Londres: Notting Hill é o exemplo de que a humanidade pode conviver junto ainda, os povos todos se digladiando ali nas almas desatentas ao ódio, e penso como ódios em suas vidas sobrevivem se amando entre as ruas, credos, cores, vestes, chapéus novos e velhos de um tempo de violoncelos taciturnos. Eu andei em alguns cantos, sendo escanteados em esquinas noturnas mordedoras na cidade enigmática, atraído por suas delícias farsantes, roupas coloridas, escusas permutas metafísicas com o passado e fui para o fundo de sua história. Aqui todos são todos e outros são os mesmos que sonham em caminhos livres, mesmo sem contar os passos sagrados, todos são todos, uma parte da vida ao rio; outra, aos que passam sobre a ponte desconhecendo o inferno e o paraíso da cidade linda e molhadinha tal qual o suor de suas baladas.
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