quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Mar dos olhos




Minha vida, cação-bico de ponteio, mar adentro,
Tornozelo temperado de ervas.
Flores que embebedam, passam a dor.
Caminhar fustigado, ensimesmado,
Dor de olhar.
O tempo é passagem íngreme, filamento de curva,
Olhar no certo olho, minha flor que passou, esvoaçou entre os sonhos,
Morri em Paris, morri de vê-la partir na rua a resmungar.
Fiquei.
Toda dor tem sua insignificância.


"En aquel preciso momento
el hombre estaba junto a ella en Islandia."
                                           jorge luís borges

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