sábado, 21 de novembro de 2009

Outros diálogos


Tejo

Tímida Alegria
tenho vício à rima, e ao mal de não dizer. e o que perdôo me castiga ao fim da tarde. há cinco anos o silêncio de minha mãe. a casa já só sabe ser mui quieta. mas a vida espanca. amanhã o fim da tarde me espera noutro canto. no avesso do mundo que cala. lá onde revelia é desculpa de minuto para ir a outro ponto: minha secreta viuvez tão longe, severa sobriedade já não é. (Mariane Farias)


Ainda
Chegou como Madredeus agora vindo com "Ainda". Melódico. Um tempo que ainda não cansamos de perder e pensar. A literatura é assim, esses vícios melódicos, doídos no fim de tarde, no encontro do texto com tempo que a solidão se apresenta. Assim, bem assim, eu li o texto.

"O livro de caracteres figurados, não traçados por nós, é o nosso único livro" G. Deleuze em "Proust e os Signos

3 comentários:

m. disse...

isto é que é bom: quando o texto suscita outros textos, se estende, se desdobra...

. fina flor . disse...

'o que perdôo me castiga ao fim da tarde' lindo demaaaaaaaaais isso

beijos, querido

MM.

>>> desisti de desistir, ia fechar o fina flor, mas desisti, rs*...

Maquinaria de Linguagem disse...

Mõnica, linda frase da Mariane. Confira o blog da moça. http://contemplareumatoviolento.blogspot.com
Beijo

Ranhuras da vida

“... acordou no cume de um sonho que se eleva no céu, como no cume de uma onda. E, subitamente, não se recordou de mais nada.” Ricardo Guilh...