terça-feira, 24 de novembro de 2009

Eu que ando nos labirintos


De Boris Pasmonkov

Ando apaixonado por Philip Roth, mas lendo o espanhol Antonio Muñoz Molina, “Vento da Lua”, varrendo meus dias rumo ao fim. Ouvindo música, mesclando trabalho, editando impressões na solidão de Chet Baker ao fundo.
E como diz Roth, “Eu é que lamento não poder devastar você”, e eu que não cruzo as esquinas para não me perder no labirinto, e eu que não piso no tabuleiro para confundir o preto com o branco, então, eu que continuo pensando na chuva que irá chegar. “Me moriré en París con aguacero” como sonhou Vallejo, e eu que mudo o assoalho velho da casa para não pisar nos teus rastros.

Ferdinand Louis Celine em “Viagem ao fim da noite”

“O mês de janeiro era um bom momento para uma iniciativa dessa ordem. Decidimos, porque era mais cômodo, que nos encontraríamos em Paris num domingo, que em seguida iríamos ao cinema juntos e que daríamos talvez primeiro uma passadinha na festa Batignolles para começar, se todavia não estivesse muito frio na rua.”
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