sexta-feira, 16 de maio de 2008

Viva La Vida na Maquinaria de Linguagem



Arte de capa do novo álbum do Colplay, "Viva La Vida or Death And All His Friends". Inspirada na pintura "A Liberdade guiando o Povo" do pintor francês Eugène Delacroix a textura Viva la Vida, em tinta branca.



Texto bom e barato é texto que sai da palavra-pensamento e corre pelas veias até a rua; do outro lado. Texto ruim, nesta cidade, é texto exatamente com isso que se parece, corre nas veias, e no outro lado encontra a leitura que interpreta a vida. A mesma coisa para quem vive do sangue alheio, digo da lágrima, da ária, das cores do Outro. O que se deve fazer é subir as escadas antes que o leitor provinciano te alcance. Escreva, vomite sobre a mesa, não do bar, essa é peruca velha e batida em cabeça do Ego e aí cabe de tudo. É museu do tempo. O Ego da cidade é histórico, segue a leitura na hora zero, segue os pátios, porque potreiro é coisa de quem ama a cidade. Eu amo a letra na cabeça, a contrapalavra no pensamento que sai da imagem poética e entra tela adentro. Sentado em minha bergère, leio antes de olhar o prédio que esconde a história, os textos que escoam e Viva La Vida da maquinaria de sons do Colplay.
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