terça-feira, 18 de março de 2008

O silêncio da letra









Cansei dos teus olhos,
De tua voz
Cansei do mel, do previsível,
da atitude de meus versos.
O silêncio me fascina.
Morrerei em Paris como César Vallejo,
como Celan sobre o Sena que levou a textura
da palavra entre as pernas que se abrem às manhãs da cidade.
Na poesia que nasce da algaravia.
As águas.
O silêncio abre o véu que cobre
a tarde dos teus beijos
na beleza incessante dos olhos bêbados
Dos amantes Cansei.
O silêncio fascina sobre o escrito.
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