terça-feira, 25 de março de 2008

Anotações do Homem Nômade sobre o Acaso



Iman Maleki- Alone


O Homem Nômade gosta dos exageros do pensamento e costuma se colocar com o advérbio “sempre”, contrariando as regras de como se escreve um texto acadêmico e por ora diz que sempre, no sentido de constantemente, ele se situa nos olhos da filosofia. Acordou pensando, quase sempre em suas obsessões pós-leituras de quotidiano, sobre o conceito, a noção de Acaso. Começa pelos gregos, por Aristóteles a pensar sobre o Acaso. Da noção subjetivista e objetivista se tira uma causa superior, em que o oculto afasta as explicações racionais e que a sorte é algo superior que está longe do alcance da inteligência humana. Os estóicos colocam o Acaso como algo que escapa da ilusão porque tudo que acontece é parte da necessidade racional.
O Homem Nômade apenas gosta de refletir sobre isso, passa da filosofia à literatura, ao cinema, às imagens e desemboca na visão moderna de Acaso, mas continua a pensar, não para resolver os problemas do mundo, mas “sempre” para compreender o seu exagero quotidiano.
Na noção objetivista, e depois de ter acordado para a manhã desse outono de 2008, lembra do conceito mais moderno, em que o Acaso é insuficiência de probabilidades na previsão.
Para Aristóteles, o Acaso tem algo de finalidade por ter aparência de finalidade, exemplo:
Uma pessoa vai a algum local e acaba encontrando alguém que imaginou encontrar um dia porque essa pessoa estava lhe devendo algo. Aqui entra a sorte.
Na filosofia contemporânea entramos com Hume, em que o Acaso é parte da probabilidade das coisas, ou seja, que não é necessariamente obrigatório que acontecerá algo. Para Peirce, deixa de existir o “necessitarismo”, doutrina que tudo no mundo existe por necessidade.
O Acaso é um juízo de probabilidades e que essa própria probabilidade não tem “relevância suficiente para permitir prever um evento”:
“Nesse sentido o Acaso foi considerado uma espécie de entropia e o conceito relativo comumente é empregado no campo da informação e da cibernética (Abbagnano, 1998, p. 12).”
O Homem Nômade não se dá nunca por satisfeito com relação à vida, mas sobre questões de linguagens ele se dá por feliz em compreender a noção de algumas coisas. Não deseja recuperar o mundo, muito menos salvar os amantes do seu fim, retroceder a última imagem como se fosse a primeira. O livro acaba onde se começa o próximo.
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