segunda-feira, 17 de setembro de 2007

O homem nômade ergométrico (parte 3)


Normandie, 1996- Jean Baudrillard



“A repetição não se contenta em multiplicar os exemplares sob o mesmo conceito; ela coloca o conceito fora de si e faz com que ele exista em outros exemplares hic et nunc. Ela fragmenta a própria identidade, como Demócrito fragmentou e multiplicou em átomos o Ser-Uno de Parmênides.”
Gilles Deleuze em Diferença e Repetição

Palavras-chave: nomadismo, diferença, movimento e fixo e repetição, Nietzsche, Deleuze e Maffesoli

O homem nômade ergométrico, já sem as restrições morais, talvez por ter lido demais literatura, ouvido demais música clássica e uma diversidade contemporânea de pop pós-rock, ele, este homem crê na diferença e como afirma Deleuze: para essa diferença não ser apenas a negatividade da vida teremos que observar a repetição como ziguezagueando o conceito para se mostrar fora do fixo.
O homem nômade na sua esteira é feminino/masculino. É parte quebrada da afirmação racional das categorias kantianas, portanto, todos os nômades não ficam fixo e se atrevem a nunca se apegar ao historicismo e crenças do Estado. Ele não gosta dos restauradores porque eles simplesmente restauram porcarias para os movimentos dos outros. A crença na Verdade é uma das coisas que o homem nômade combate no cotidiano, a outra; bem, ela passa ao lado da avenida em dia de desfile patriótico e cultura de sua santa cidade.

Um comentário:

Ju disse...

sempre penso em como é possível tanta proximidade no sentipensar frente a tantas das nossas distâncias...
beijão, Luis, adorei o texto!

Ranhuras da vida

“... acordou no cume de um sonho que se eleva no céu, como no cume de uma onda. E, subitamente, não se recordou de mais nada.” Ricardo Guilh...