segunda-feira, 25 de junho de 2007

“O importante é limitar-se àquilo que é dado na realidade, àquilo que existe nos fatos."
Lou Andreas Salomé

O real e o imaginário são as mesmas coisas, o real se dissipa no imaginário. É o que penso. É óbvio que a Salomé se referia há uma realidade, dela, ao alcance dela, do que ela, só ela poderia tocar. Alcançar. Não a que toco ou penso. Essa é a magnitude das frases escritas por outros que nos apropriamos. Nossas epígrafes, amuletos da linguagem marcada em nossos corpos, tatuadas, gravadas na nossa memória como se fosse um adeus com estilo, dito da voz que nem menos se esperava. As frases quase nunca, quase sempre demonstram algo. Talvez sonhemos com isso e não conseguimos nunca isso, a perfeição de entrar nas metáforas vindas do outro lado da margem. A vida, a metáfora dos outros é como estivéssemos lendo sempre um romance, uma filosofia da subjetividade do Outro. É como nos jogar no impenetrável caminho do Outro.
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