domingo, 25 de novembro de 2018

Quase Dezembro

     Barcelona - música de rua




Poeta, poética, zuar à luz meu céu,
Através do canto entoo a cor da boca,
Que penetra o corpo, se volta para a alma,
Reluz no desejo pagão, no ensejo de voo sem asas.

Ótica da vida, luas luz meu sol,
A vida é cheia, logo ali um diz, que gordura,
Outro diz, que velhice, outra diz que pele,
que resseca com a dor de tanto dizeres.

Narrativa, falatório no vácuo da solidão,
Contrariado, ouve o silêncio dos que falam,
Todos ao mesmo tempo narram sem se ler,
São felizes e riam de suas narrativas vazias.

Tempo, memória do resgate, coração em alerta,
Nem toda história consegue ver o fundo dos olhos,
Não esquecer é lembrar, viver é permanecer atento,
O irrealizado é um detalhe do não retornar ao passado.

Nenhum comentário:

Ranhuras da vida

“... acordou no cume de um sonho que se eleva no céu, como no cume de uma onda. E, subitamente, não se recordou de mais nada.” Ricardo Guilh...