terça-feira, 29 de setembro de 2015

Coração tecno

     Imagem: Igor Morski

“Quando eu fico, como hoje, mexendo nesses velhos cartões-postais, percebo que de repente tudo se misturou, se confundiu.”
Danilo Kiš


Nunca diga não a tecnologia de seu coração. Não se assuste, o coração é o mesmo; acontece que ele e a tecnologia não viveriam longe um do outro. Sucumbiriam na mesmice do nascer, crescer e morrer. A metáfora ‒ coração ‒ é aqui a força do texto, o lúdico do pensar é apenas a carga para o movimento, o batimento é como os dedos que percorrem o resto da imaginação sem pressa de terminar sua exploração. A poética diz ser: o coração é a precisão mais perfeita do viver, o bater, o pulsar das incertezas. Mesmo assim, o coração é como a tecnologia para o corpo que precisa ir adiante dos dias, além do tempo, mergulhar nas possibilidades do que nos abastece a vida, no ritmo de cada um, outros pulsam, vivem de forma diferente. 
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