quinta-feira, 18 de junho de 2015

Jürgen Habermas – o pensador no século XXI



Hoje é o aniversário de Jürgen Habermas, nasceu em Düsseldorf ‒ Alemanha ‒ 18 de junho de 1929. Filósofo e Sociólogo, um dos grandes representantes da Teoria Crítica, soube como poucos atualizar o legado de Marx, de Adorno, Horkheimer e Marcuse. Atuante em questões de seu tempo, chegou neste século com sua obra em plena forma, atualíssimo. Conseguiu trazer temas tão importantes para as Ciências Humanas com uma renovação criativa, como por exemplo, a Teoria do Agir Comunicativo. O Mundo da Vida causou uma tempestade, o autor ganhou interlocutores críticos e, também, atraiu vorazes inimigos nessa esteira teórica que ele nos presenteou em livros. É isso que se quer de um pensador, a potencialidade da obra é, também, a luz que reflete e reflexiona, como pode ser a luz a ofuscar ideias pretensamente únicas e definitivas. Até hoje, Habermas, é um indicativo de que o pensamento crítico ainda vive. O pensador da emancipação, crítico dos exageros do cientificismo e da especialização do conhecimento. Um participante ativo da esfera pública política encontrou ao longo de sua trajetória grandes debatedores, críticos ferozes e nem isso o afastou do debate sobre temas que ainda são mais dos que atuais. Habermas, a meu ver, é um dos grandes, um dos últimos protagonistas do debate que procura ainda ver no homem uma saída para o presente. O futuro sem grandes pensadores está ameaçado?   
“Onde as teorias se encontram numa relação de complementaridade e de pressuposição recíproca, a coerência passa a ser o único critério de avaliação, só sendo verdadeiras ou falsas as proposições particulares que puderem ser inferidas das diferentes teorias.” (p. 720-721
Teoria do Agir Comunicativo: sobre a crítica da razão funcionalista, Vol. 2, Editora Wmf Martins Fontes, 2012) 

 Sobre a União Europeia
“A União se legitimou aos olhos dos cidadãos, sobretudo, por seus resultados, e não tanto pela satisfação de uma vontade civil política. Isso se explica não só pela história de surgimento, mas também pela constituição jurídica desse constructo peculiar.” (p. 117 ‒ Na esteira da tecnocracia, Editora Unesp, 2014)
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