quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Musical Filosófica


“Essa de ficar na de que o Brasil não tem ponta direita,
O Brasil não tem isso, o Brasil não tem aquilo,
Que black navalha é você, Beleléu?”
Itamar Assumpção


O Brasil da conversa mole, mais elegante o “blaguer” brasileiro já visto e revisto pelo nosso filósofo do cotidiano poético musical Itamar Assumpção quando disse “chega de conversa mole Luzia”, o nosso expoente pós-tropicália em sua dor elegante é mais filósofo que muitos em mim e nenhum entre ele e a natureza, na música de Tom o som é o alerta da natureza e dos amores. Mais filósofo do que os que enfileiram os quadros doutorais da linguagem, das ideias e das ideologias. Então, nossa real companhia, a vida nua e crua, já foi olhada e escrita no cotidiano, é escrita todos os dias no Brasil ainda nos filamentos de vidas que nascem por aí. O real está repleto de pensamentos que driblam o absoluto da força que alimenta a voracidade dos proclamados, dos escolhidos, e por isso, é por tudo isto, meus senhores, devemos partir da realidade ao sonho e não da ilusão ao sonho. A ordem é não obedecer a minha ordem, é retocar o soneto do som que vem das ruas, das palavras que brotam dos grotões e ver no que se vê o olho entre olhares na multidão. O visto é o que não está dito, hoje, o visto é só na retina, um signo que diz que compreende mas desconhece o significado do sentido. O lido será sempre a compreensão do real do que é visto. Dito e não visto, o país é o prato dos que cantam e leem, o que do mundo se come, aqui se morde.


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