sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Eu e os outros


      Eu e os pedaços dos olhos, o livro entregue ao som da dor, da luta dos esquecidos, eu e os outros, um terço para se matar, uma reza insana contra deus, eu, outros a me acompanhar, os que seguem sem cerimônia, os que lá cruzam distantes, os errantes de minha inspiração, os que amordaçam são os amores nascedouros.
       Os que nasceram na Argélia, os que morreram em Paris, os que vieram da Fronteira, da terra dos olhos em pedaços, dos livros dos inumanos, do pré-socrático dos pampas, do pós-secular dos olvidados em festa de despedidas. Eu e os outros – os que partiram e jamais encontraram o rumo de casa.


“Fim. Entreguem a terra, a terra que não é de ninguém. Entreguem a terra que não é para ser vendida ou comprada (sim o Cristo nunca desembarcou na Argélia já que até os monges tinha propriedades e concessões ali).” Albert Camus – O Primeiro Homem




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