terça-feira, 26 de julho de 2011

Pour Moi - Anotações -


O Editor de Romances é uma plataforma para o abismo de si mesmo. O Editor de Romances não sofrerá sanção por parte dos protetores da vida, ou daquilo que se chama ultimamente como “uma vida acima de qualquer suspeita”, ele gosta de estar longe da suavidade desses princípios. A sociedade, o público, o privado e o cotidiano, cada uma das coisas, para o Editor de Romances, não passa de alento para suportar o momento em que se encontra: a plenitude da Solidão. Entrou no processo de parafuso digital, uma espécie de nervura nas mãos de tanto ficar na prisão do ofício, o único que engana as maiorias: editar imagens no romance que não acaba mas chega ao fim.

Ele suportará seis meses recluso, embaixo d’água, submerso nas águas turvas do rio que corta a cidade impiedosamente nos invernos. Viverá com um prisioneiro que perfura um túnel para escapar do medo. As páginas estão na luminosidade certa para ele continuar a fuga. O tempo deu uma trégua, todos os diálogos foram retirados, mas a linguagem é a tentativa de clareza da história que ele continua a construir.


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