segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O filme




O que está em aberto na vida? Aquilo que não cessa, o que é reaberto. O sonho vem assim, entre a escuridão do corpo, entre os olhos em descanso, no silêncio do tempo, então, assim surge as imagens, o desconexo em nada impede dos olhos enxergarem enquanto o corpo dorme. Até o soluço noturno, na Paris que dorme, no corpo que se aquece ao lado do corpo que descansa. Até hoje penso que a noite me traiu, que fez o soluço sair do sonho. A noite não foi minha companheira, foi apenas racional, como se pudesse prever o fim.

"...o toque cada vez mais escorregadio de seus corpos suados e a pequena sinfonia de sons que os dois emitiam na noite, individualmente e juntos." Paul Auster (Invisível)

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