segunda-feira, 25 de maio de 2009

Machinery of Whitman – dans l'oeil de Corbière




A Maquinaria de Whitman:

“E que a mínima articulação da minha mão escarnece de toda a maquinaria,
E que a vaca ruminando com a cabeça baixa supera qualquer estátua,
E que um rato é milagre suficiente para fazer vacilar milhões de infiéis”.
(Walt Whitman em Canto de Mim Mesmo, Editora Assírio & Alvim, 1992, tradução de José Agostinho Baptista)

Na Linguagem de Emmanuel Tugny:

“Reflexos respingam em toda parte. No centro, o canal e o passeio, pequenos bíceps arredondados os plátanos, marcos apontando o céu nas paisagens de vidraça vítrea e a serra saltando em parcos montes. Trinta quilômetros que se prefeririam em linha reta e o mar na ponta já escuro com tocos e farpas cinzentos.
Fileiras de Hotéis da Praia e manufaturas de cigarro escuro ao longo do córrego de água entediante. Morlaix é, e principalmente, o frontão retesado de uma linha contínua de fachadas, observando a si mesma em franco mutismo.
A cidade está de costas, claro, ela resiste, recusa o convite; é infinita e propositalmente tranquila em seu infinitamente lunar rasgar do tempo.
As colinas flertam e o viaduto no meio as afasta, na verdade, impedindo os beijos.”
(Corbière le Crevant, Morrer como Corbière, Editora Sulina, 2009, Tradução de Luciano Loprete, no prelo)



Foto de Claudio Santana
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