sábado, 27 de outubro de 2007

A Cotidianidade da Vida


Foto de Sophie Calle



UM RIBOMBAR:
a própria verdade
que entre as pessoas
surgiu,
em meio ao
turbilhão de metáforas.
Paul Celan em “Cristal”, tradução de Claudia Cavalcanti, Ed. Iluminuras.




Retomo o olhar à pre-sença dos tempos, lá no fundo da sala existe o obscuro da vida.
O que está no quadro é a imagem delimitada da exterioridade que brotou do interior.
O cotidiano da palavra, a perdição e o encontro das coisas ocultas.
Ali achei meus olhos a compreender imagens e sons que já tinha esquecido, mas acabo por encontrá-los no sentido existencial da cotidianidade.
É ilusório lembrar que contar os dias acumulo o cotidiano, como se tivesse próximo da verdade ontológica do ser.
Prefiro revestir as parte da casa com o tempo de vida, com o eterno ontem e o presente sempre antes que o amanhã bata à porta.
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