sexta-feira, 13 de julho de 2007

Metáforas da Pedra



“Por isso seu Decreto de Aço
Como dois Pólos nos fez sós
(Embora o Amor como um compasso
Circunde o mundo todo em nós),
A menos que o Céu oco caia,
A Terra perca o seu Império
E o Globo inteiro se contraia
Para nós dois em Planisfério.”

Andrew Marvell (1621-1678)
Transtradução de Augusto de Campos



Esse coração despedaçado mais parece uma couraça blasé sobre a pele morena. Onde morava o Ser agora mora o espectro digitalizado de um beijo frio. Nem mesmo as Bachianas te move dos lençóis dormidos. Ainda bem que hoje é sábado. A noite dos anos 80 é a mesma desse século. Só morre de tédio quem transforma o signo da vida em realidade. Sempre vivemos as possibilidades, acontece que nem sempre se pode contar com ela na solidão e que um coração se petrifica depois que perde o sangue congelado do último adeus.
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