quinta-feira, 28 de junho de 2007

Sophie Calle
Sophie Calle, personagem real de P.Auster, ficional de Maria, real de Leviatã. Sua história se confunde, mescla-se à escritura de Auster. Aos seis anos despia-se no elevador e depois circulava nua pelo corredor de seu prédio até a porta do apartamento. Suas histórias sui generis passam do tempo real para o imaginário do escritor que em Maria Tuner ele escreve: “Tudo está ligado a tudo, todas as histórias se encadeiam a todas as demais histórias”.
“Maria era uma artista, mas seu trabalho nada tinha a ver com a criação de objetos comumente definidos como arte. Alguns a chamavam de fotógrafa, outros se referiam a ela como uma conceitualista, outros ainda a consideravam uma escritora, mas nenhuma dessas definições era exata e, no fim não creio que possa ser catalogada de alguma maneira. Seu trabalho era extravagante demais para isso, idiossincrático demais, pessoal demais para ser visto como pertencente a qualquer veículo ou disciplina particular”. (Auster, 2001, p. 83)
Nos anos 80 Sophie mandou sua cama para um leitor. Ele tinha que usar os lençóis, sua dor, seus amores no lugar dela. Recentemente na Torre Eiffel, lá estava ela deitada em uma cama enorme e convidava as pessoas que deitassem ao lado e contasse cinco minutos de sua vida. Histórias de insônia.Em 2003 publicou um livro na França, Douleur Exquise pelo Atelir Graphique Actes Sud, 281 páginas, 28 Euros. Autora de um livro que faz parte de uma série da editora Actes Sud, a Doublé Jeux, texto em que traz fotos e relata trabalhos inusitados de artistas convidados. Cineasta de um único longa, No Sex Last Night.
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