segunda-feira, 7 de julho de 2014

O artista que descansa



O que compõe o tempo certo das coisas, o que dá o toque na tela, a cor dos olhos, do cinza que cruza as manhãs,
da palheta que discorre a vida, as cores que dançam na melodia do sábado que esconde a chuva.

O que oculta a noite, o que chove sem nos ver,
molha o tecido do dia, as persianas que apodrecem do úmido brilho nos olhos.
O que enaltece o líquido e que escreve os pés na vitória.
O domingo será nosso,
com vinho,
sol ou chuva,
aquecerá o Ser.

A presença é o significa mais ínfimo da humanidade, se não conter os poros do rosto, o suor dos olhos que lacrimejam, ao fim de tudo ganha a pintura do artista no momento certo.


“Anota muitos sonhos. Os sonhos contados sempre me entediam.” Albert Camus

quarta-feira, 2 de julho de 2014

As cores das ideias


“Na vida cotidiana, estamos virtualmente rodeados por cores impuras. E mais notável é ainda que tenhamos formado um conceito de cores puras.”

“A transparência e a reflexão só existem na dimensão de profundidade e de uma imagem visual.”


Ludwig Wittgenstein


Ideias movem moinhos, ações movem estacas,
Músculos derrubam ideias, vivem de ações,
Enquanto isso, mãos que tecem o tempo nas cores do filósofo são as mesmas que desfaz o ódio existente das ações.
As ideias sobrevivem no curso das águas que cruzam e morrem os sonhos de um lugar.
A vida é força constante das ações e das ideias,
Reflexão necessária do que move.
O corpo é a cidade em que abriga todas as cores e forças,
As idades, gênero, muros, caminhos são partes de um todo que está na ideia e na força do pensar.

                     Névoa da cidade - Luis Antonio Gomes