“Uma vida é uma infância feita de gato e sapato, bem o sabemos.”
Jean-Paul Sartre (O Idiota da Família: Gustave Flaubert de 1821 a 1857)
L&PM, 2013.
Na vida Jean-Paul Sartre soube viver como o homem que
sempre soube escolher o que gostaria de viver e não aquilo que imaginaria
viver. Ele bem disse em “A Náusea”, só há existência no personagem Roquentin.
Tudo que existe é por nossa escolha. Sartre soube fazer muito bem seu caminho,
escolhas que agradaram muitos; outros o abominaram profundamente e nada disso
foi suficiente para ofuscar a sabedoria do homem que viveu intensamente seu
tempo. As críticas não importam hoje em dia, ele foi um monstro sagrado do
Século XX que construiu sua vida com atitudes, livros, textos e mais textos,
com opiniões desastrosas e com sacadas inovadoras que provocaram a ira dos
poderosos, dos santos, dos deuses e admiração de uma legião de homens e
mulheres. Antes de tudo isso, Sartre soube fazer o pensamento mover-se, soube
filosofar, é o que importa agora para mim, em pleno Século XXI, o tempo em que
o pensamento anda escasso.
“O senso comum, com efeito, concordará conosco: o ser dito livre é
aquele que pode realizar seus projetos. Mas, para que o ato possa comportar uma
realização, é preciso que a simples projeção de um fim possível se distinga a
priori da realização deste fim.”
(Sartre em O Ser e o Nada)
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