terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Acordes da linguagem


                        António Paim
Fujo do gerúndio como a expressão mais hegeliana do 
Ocidente foge de um acento − idéia é ideia − e não se discute mais, aliás, se recorta sempre as asas das leis punitivas que dizem que escrever como se escrevia no século passado, hoje, será punido.
    Enquanto isso, na escola tecnológica boa parte do mundo escreve com se nunca existisse língua nenhuma, se inventou uma linguagem para não se dizer nada. O mundo é o resquício daquilo que se pensou, que “linguou”. A linguagem é a melhor definição para se pensar, para esquecer, mas nunca é a melhor maneira para deixar morrer o português. Já o fim do livro, isso não me interessa, deixo aos editores e livreiros saudosos do cheiro do papel.  


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