sábado, 8 de dezembro de 2007

O Homem Nômade: Esqueça as narrativas de iludir razões.







Foto de Jean Baudrillard -"Amsterdam"


A ebulição que anima o globo é que é também a ebulição do sujeito (pensa Bataille), mas o sujeito em ebulição propriamente dito em total consumo de si. Esse é o passo para o pensamento radical.
O pensamento crítico, aqui seria o da acumulação, que busca através do objeto, em pesquisa, o seu valor de “uma operação fria e calculada”.
Assim, como em “1919”, Sakamoto contorna esse frio com a atonalidade melódica que vai ao seu excesso até os acordes de um pensar radical na música. O mesmo ocorre na escritura de Bataille e muitos anos antes já parecia estar na parte do liberar de energias no instante eterno das palavras.
Assim como a economia se expressa pelo acumulo, mas para Bataille, ela é apenas uma soma calculada e fria que terá seu valor no instante.
O instante da comunicação deixa de ser eterno para ser a energia vinda da informação e para melhor fechar a cadeia do conhecimento ela se perde no fragmento da narrativa partida.
O que temos é o instante das coisas, a ilusão da informação e a ilusão de acumular conhecimentos. O falar por falar se expressa nessa economia sem os acordes atonais. De onde vem isso tudo?
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