sábado, 14 de maio de 2011

A vida da linguagem


Não imaginas a pressão da saudade na maldade do coração solitário. Ele ali. Aqui parado feito prato vazio, barriga com fome, mordida em vão em um ano sem ver os olhos da maldade paixão que está do outro lado.


A perdição toda no tempo que se perdeu em parafuso de um único sentido de linguagem. A imagem venceu o argumento porque não se fez histórias de olhos imaginados.

Posso até não ver nada, hoje, o nada é parte da imagem do desejo, do beijo cravado no juramento, na dissimulação da vida que dispensa todas as imagens. A memória só faz imagem sem realidade. Viva a imagem do pensamento que arrasta a vida adentro da linguagem.