quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A incongruência





“Foi por não ser existindo.”
“O mito é o nada que é tudo.”
Fernando Pessoa

A incongruência é a maneira mais apropriada para não se ter direito aquilo que seria uma prerrogativa de se ter direito. Então, o fato de se desejar ter direito sobre algo é um recurso da mente, pois a linguagem, exceto quando ela está presa nas regras, poderá ser levemente incongruente. O fato de se respeitar as regras não significa que, por se ter tais regras tudo dará certo. Exceto, quando tudo que se tem é infinitivo e que derrubar a regra seja o princípio primeiro. A autoridade é que fez essa merda de burocracia tornar apto algo que em algum outro conceito fora definitivo. A melhor forma de iludir o Outro é pensar exatamente como ele, é não conseguir se distanciar do tempo nem do verbo, é pensar, afirmar que a linguagem correta sempre é um direito; é a liberdade de estar presente. E um Ser racional no jogo de linguagem, barroco no beijo, abraço na leitura dos livros de infinitivos, de desrespeito ao definitivo é uma saída vívida significar todos os outros signos com seus significados. Eu vos digo, Salve a Incongruência! 

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